Cumprindo Promessas

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CUMPRINDO PROMESSAS foi um conto escrito para ser publicado na antologia de Natal de 2013, em parceria com a escritora Jossi Borges.

Dito e feito, o conto foi para lá. E agora, passado quase um ano, lembro de transformá-lo em e-Pub e enviá-lo para Amazon Kindle Store :)

No conto, o protagonista Emmanuel é um médico gaúcho recém chegado ao Rio de Janeiro. Umbandista, foi acolhido por Jamil em seu coração e terreiro.

No primeiro Natal longe de casa, o jovem vivenciará o maior de todos os presentes, a revelação de quem ele foi em sua última encarnação e compreenderá o afeto que o une à família de Jamil.

Cumprindo Promessas é um conto que fala de despedidas e reencontros, de perda e de esperança. Mostra os laços afetivos que permanecem mesmo após a morte, unindo pessoas ao longo das Eras.

Amor cristão sob a ótica umbandista. Reencarnação. Reencontros. Promessas cumpridas.

Em formato e-Pub, o livro pode ser adquirido na Amazon Kindle Store pelo valor mínimo de R$ 1,99.

Novo conto na Amazon

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Redenção é um conto da Série Snake Stories, publicado na coletânea Romances em Fragmentos, sendo o último desse livro a ganhar uma versão individual em e-Pub e publicado na Amazon Kindle Store.

Redenção conta o início de um amor aparentemente impossível, cujos fatos são contados pelos dois personagens centrais: Julliette e Romero, cada um sob o seu ponto de vista.

Julliette e Romero são dois jovens bruxos, aspirantes à magos na Escola de Magia e Alquimia Hermes Trismegistu. Enquanto Julliette é uma bruxa natural, sem ligações mágicas familiares, Romero vem de uma linhagem antiga e tradicional, em que a estirpe é sagrada acima de tudo, não sendo aceito nenhum tipo de envolvimento com bruxos que não possuem o mesmo antecedente em Magia. Só por isso, até mesmo a amizade entre ambos seria inaceitável.

Porém, o destino sempre tão irônico, coloca esses dois personagens em uma situação em que o proibido será despertado, gerando um conflito que, naquele momento, nem Julliette e nem Romero poderão lutar contra as circunstâncias que os impedem de viver o romance.

Para quem gosta de romance dramático, com pouco açúcar e um final sem happy end, Redenção é uma boa dica de leitura rápida e prazerosa.

Conto de Ficção Fantástica, inicialmente inspirado no Universo de Harry Potter, para jovens adultos. A venda na Amazon Kindle Store, no formato e-Pub, por apenas R$ 1,99.

Livro Gratuito na Amazon

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Agora que aprendi a usar as ferramentas de promoções na Amazon Kindle, tenho disponibilizado semanalmente um livro para a Promoção Livro Gratuito, em que pode ser baixado sem custo algum, no formato e-Pub, para ser lido em qualquer dispositivo ou (o que acho melhor) manter na biblioteca pessoal da sua conta na Amazon, podendo ser lido online quando e onde quiser.
O livro gratuito desta semana é CALEIDOSCÓPIO, o terceiro livro da Série Snake Stories - e o primeiro livro escrito por Snake Eyes, em 2004 :)
O preço normal do livro é de R$ 3,99, mas até sábado, dia 20 de setembro, você poderá baixá-lo de graça neste link:
Fique de olho por aqui no blog ou na minha página no Facebook, que sempre estarei trazendo novidades sobre os livros e as deliciosas promoções que todos gostam :D pois, melhor do que um precinho super barato, é um precinho 0800 XD

Guillermo del Toro e Chuch Hogan - Trilogia da Escuridão [resenha]

BY Jossi Slavic Genius IN , -




Trilogia da Escuridão é composta por:

1 - Noturno

Nova York , aeroporto JFK.
O Boeing 777 da Regis Airlines, vindo de Berlim, aterrisa na hora prevista. Subitamente, na pista de pouso, seu motor para. As luzes se apagam. Os canais de comunicação silenciam. A equipe de terra se perde numa espera aflitiva por algum sinal dos passageiros.
Considerando a possibilidade de um ataque biológico, o Centro de Controle de Doenças é acionado e o Dr. Eph Goodweather, responsável pelo projeto Canário, responde ao chamado. Ao subir a bordo, seu sangue gela com o que vê.
Harlem Espanhol, rua 188. Numa loja de penhores, um sobrevivente do Holocausto, Abraham Setrakian, cujos estudos de folclore da Europa Oriental levaram-no para os mais obscuros cantos do mundo, intui que algo grave está prestes a acontecer. Sabe que a hora chegou e que a guerra está apenas começando.
Uma pandemia vampírica se espalha por toda a cidade de nova York e irrompe numa batalha sem proporções. Eph se une a Setrakian e a um grupo inusitado de combatentes para neutralizar a ação do vírus e salvar a sua cidade - a mesma que abriga sua mulher e seu filho - antes que seja tarde demais.
Guillermo Del Toro, criador visinário de O labirinto do fauno, e Chuck Hogan, autor consagrado pelo prêmio Hammett, trazem sua imaginação para este épico de coragem e audácia, sobre uma batalha entre homens e vampiros que ameaça toda a humanidade. Noturno é o primeiro livro da Trilogia da Escuridão, um fenômeno que promete conquistar o mundo.

2 - A Queda

Segundo volume da 'Trilogia da Escuridão', 'A queda' da continuidade a terrivel epidemia de vampiros imaginada pelo cineasta Guillermo Del Toro em 'Noturno'. Escrita em parceria com o autor de thrillers Chuck Hogan, a serie narra uma invasão de vampiros em Nova York provocada por um virus capaz de causar uma pandemia em escala mundial. Em 'A queda', o virus disseminado a partir de um avião vindo de Berlim segue se alastrando por Nova York e transformando pessoas comuns em perigosas criaturas sedentas por sangue. Enquanto tenta combater a epidemia, o doutor Ephraim Goodweather se depara com uma nova e ainda mais assustadora ameaça - uma guerra entre os vampiros do novo e do velho mundo. Com a ajuda de Abraham Setrakian, ex-professor em Budapeste e sobrevivente dos campos de exterminio nazistas, e de Vassily Fet, do Serviço de Controle de Pragas, o medico precisa agir antes que a especie humana seja exterminada.

3 - Noite Eterna

O aguardado desfecho da Trilogia da Escuridão do premiado cineasta Guillermo Del Toro em parceria com Chuck Hogan, chega às mãos dos leitores em Noite Eterna. Dois anos após o início da epidemia de vampiros que se alastrou pelo globo, os dias têm apenas duas horas de sol e a humanidade encontra-se à beira da aniquilação. A única esperança de resistência contra o exército do Mestre, o vampiro ancestral, é o grupo liderado por Eph Goodweather. Mas as evidências de que há um traidor entre eles pode pôr em risco o destino da raça humana. Traduzida em mais de 20 países, a série renova as tradicionais histórias de vampiros e surpreende pela originalidade.

O QUE ACHEI:
Uma série escrita com perfeição para se tornar sucesso de vendas rápidas e, provavelmente, sucesso posterior no cinema ou na tevê. Interessante é notar como alguns desses livros escritos meramente para entreter e fazer sucesso no cinema acabam se tornando "clássicos modernos", como ocorreu com alguns livros de Stephen King.

Foi uma série longa, mas bastante interessante e de fácil "digestão literária", para usarmos uma expressão metafórica e cômica. Os autores capricharam nos personagens, cenários, trama e culminaram com um final quase épico. 

Do enredo: Só posso dizer que é perfeito, dosagens equilibradas de suspense, ação (muito violenta, por sinal), fantasia e romance.


Dos personagens: Todos carismáticos. Do protagonista - Ephraim Goodweater até o antagonista, conhecido como "Mestre" - os personagens desfilam com qualidades e defeitos que facilmente os classificam como "do bem" ou "do mal", mas nem por isso viram clichês enjoativos ou insossos. Muito ao contrário: Vão para além do bem e do mal, são muito humanos (falando de humanos, não dos vampiros) e mesmo um líder de gangue, aqui pode sair do seu universo escuro e decadente para se tornar um herói.

Resumo: Uma trilogia que começou parecendo-se muito aos livros de ficção científica misturado ao terror clássico de "Drácula" e mais doses de suspense policial, ela se desenvolveu para algo que se tornou muito similar aos modernos romances sobre "apocalipses zumbis"  que tanto empolgam as novas gerações de leitores. Confesso que, fora "The Walking Dead" não sou fã de filmes, séries ou livros com zumbis. Talvez porque todos sigam sempre o mesmo padrão - vírus mortal, pessoas em pânico, mundo se perdendo, pessoas virando zumbis, pequeno grupo de sobreviventes. E a luta pela sobrevivência.

Aqui, a trilogia "Da Escuridão" se destaca, não apenas porque o povo não vira zumbi, mas vampiros. E porque, apesar de ter um caráter bastante ficção científica, os livros misturam um punhado de folclore norte-europeu, mitologias, religiões, misticismo. Não se trata apenas da dominação do planeta pelo Mestre-Vampiro, se trata de uma antiga "reivindicação" desse senhor do mal ou "vingança" talvez, contra o seu Pai Primordial. Por isso a história é tão envolvente: Além do quebra-quebra usual, lutas de rua, conflitos familiares e duras escolhas na luta pela sobrevivência, há ainda muitos mistérios que se tornam uma obsessão para o leitor desvendar: Quem é esse Mestre, de onde veio? Por que ele está aqui? Quem são os Outros Antigos? Quem é o Nascido? Qual o papel de Ephraim na história, por que ele é tão importante em toda a trama?

O professor judeu Abraham Setrakian é, de longe, meu personagem favorito. Um idoso que viveu todos os horrores da Segunda Guerra, como prisioneiro num campo de concentração nazista, o pobre homem é o único (no Livro I) que sabe da existência da praga vampiresca. E é através dele que Ephraim e sua companheira, a médica Nora Martinez, irão de encontro ao real perigo que ameaça a todos.

Setrakian continuará firme no livro II, mas logo surgem mais personagens carismáticos, como exterminador de Pragas, Vassily Fet, Gus (líder de gangue), etc. 


O final é simplesmente imprevisível: Nada poderia apontar para o que vai acontecer no último capítulo, o que porá fim ao drama da Escuridão. 

Eu gostei no geral, embora tenha me afeiçoado ao Dr. Eph, Gus, Setrakian, etc. e tivesse preferido para eles outros destinos. Mas o enredo e a ação desenvolvida por eles na trama valeu cada linha lida e cada emoção sentida.

Uma trilogia que recomendo com muiita emoção (até me senti tentada a chorar um pouquinho em algumas cenas) e que desejo, sinceramente, que se torne um épico no cinema também.


Família Tradicional e Conservadora, e daí? [artigo]

BY Jossi Slavic Genius IN -


PARECE QUE estamos vivendo tempos conturbados ultimamente. E com várias questões morais, sociais e políticas que nos andam deixando de orelhas em pé e olhos esbugalhados.

Depois de leis como a PL 122, que causaram certo bafafá no país (lei contra a homofobia), começaram a surgir diversas novas "teorias" ou "sugestões" de novas leis que, de uma forma ou de outra, ferem a liberdade de expressão dos cidadãos e, mais grave ainda, da chamada "família tradicional".

Mas, afinal de contas, você me pergunta. O que tem a ver a família com tudo isso? Bem, família é um termo muito abrangente, segundo certos segmentos políticos do Brasil - como o PT, por exemplo. Até mesmo há uma nova palavra em português, a palavrinha poliamor [1] (do grego 'poli' - muitos, e do latim 'amor', ou seja, muitos amores...). Segundo determinados psicólogos e movimentos sociais [2], o poliamor é uma nova face do relacionamento humano, onde a monogamia é deixada de lado em benefício de relacionamentos diversos, onde uma "família" poderá ser integrado por dois, três, quatro ou até mais casais... Todos convivendo dentro da "maior ética, respeito e responsabilidade"

Agora, cá entre nós: Isso pode ser chamado de "amor", múltiplo, numeroso ou seja lá qual for o adjetivo? Isso jamais poderá ser chamado de "relacionamento amoroso" e menos ainda, familiar. Que me desculpem os defensores de tal barbaridade, mas isso sim nos remete aos tempos das cavernas... Isso sim, é um retrocesso.

Deixando de lado essa perspectiva lúgubre das relações "amorosas", voltemos ao tema da família tradicinal. Um site, o Consciência.blog.br, catando uma foto de família (provavelmente cristã), escreveu um artigo intitulado "O racismo da defesa exclusivista do molde “cristão” de família", onde o autor critica a família tradicional, alegando que "Os militantes conservadores consideram “pecaminosos” e “desviados” aqueles modelos de família que destoem do padrão branco-europeu e burguês de um casal heterossexual monogâmico acompanhado de poucos filhos."

Em primeiro lugar: "militantes conservadores" que consideram pecaminosa uma família que não seja branca (leia-se, de "origem europeia"): Isso não existe. O Brasil, por sua própria constituição multirracial, é um grande caldeirão onde se fundem todas as raças, etnias, culturas e origens. Aqui inexiste essa coisa de "nobre", "aristocrático", "branco-europeu", porque nenhum descendente de europeu por aqui é puro - famílias de "sangue puro", se é que ainda existem, seriam as de imigrantes chineses e/ou asiáticos recentes, que talvez mantenham certo distanciamento dos nativos nacionais por uma questão intrínseca que foge ao nosso entendimento. Quanto ao "branco-europeu"... Isso é brincadeira, não é mesmo?


Em segundo lugar: "...burguês, de um casal heterossexual monogâmico acompanhado de poucos filhos." Burguês, o que seria isso? Querem dizer família de classe média, suponho. 



O que é, de que se compõem a tão famigerada "classe média" que a militante petista Marilena Chauí disse "odiar" tanto? [3] Bem, que eu saiba, eu própria sempre fui de classe média e isso não significa ser "rico" ou pertencer a aristocracia. Ademais, essa história de que existe no Brasil uma "elite branca", segundo discurso do ex-presidente Lula e da presidente Dilma, em uma declaração à jornalista Renata Lo Prete, da Globonews, é um verdadeiro absurdo. O que há no Brasil é uma elite financeira, não racial, senhores Lula e Dilma. Essa frase é claramente preconceituosa, estranha, incitadora de ódios raciais, vindo justamente de um governo que se diz "contra os preconceitos e a favor dos direitos humanos". Por que não usaram a frase certa, "elite financeira"? Porque, naturalmente, eles estariam inseridos nessa elite.


E continuando: "...de um casal heterossexual monogâmico acompanhado de poucos filhos". Casais heterossexuais são a maioria e monogamia é algo bastante normal, correto? Ou será que devemos então considerar a aberração citada no início do artigo, o tal do "poliamor" (em outras palavras, suruba) como algo normal? Naturalmente, em tempos de mudanças tão opressores na sociedade e em que o que é tradicional, moral e ético está sendo tachado de "ultrapassado", em que as palavras "pai" e "mãe" já estão sendo consideradas como "preconceituosas" e poderão ser abolidas das certidões de nascimento, tudo é possível. Com relação à famílias homoafetivas eu, para ser sincera, não conheço nenhuma. Nenhuma mesmo - e isso não significa que eu seja contra os homossexuais ou que tenha algum preconceito contra casais homossexuais. De jeito nenhum: Apenas digo com toda sinceridade que, se existem famílias nesses moldes, devem pertencer a outros países e/ou culturas, pois até hoje não conheci nenhuma.

E, de minha parte, declaro-me abertamente conservadora no que diz respeito à família tradicional, ou seja, a família composta de por pais amorosos, filhos - biológicos ou adotivos, avós, tios, tias, sobrinhos, etc. Se é uma família de apenas um filho, de dois, de vários. Se é apenas composta de um tio e alguns sobrinhos. Ou de avós e netos. Seja a família de que raça, religião, região, cultura, etc., for. E essa história de que a "família cristã é de molde alvi-eurocêntrico e burguês" é um  palavrório vazio, sem nenhum sentido, de forma alguma em acordo com a realidade, já que sabemos o quanto as famílias brasileiras são heterogêneas em suas origens, suas cores, suas crenças, raízes, ideologias e filosofias de vida.



Isso para mim é ser conservador e cristão: A consciência de que a família é a base e o sustentáculo da sociedade, já que é a partir dela que o indivíduo forma seu caráter e se prepara para a vida. 

Admiráveis famílias brasileiras! Fico aqui, com uma pequena homenagem a todas as famílias do Brasil e em lembrança da minha família de origem, tão "burguesa e branca" quanto todas as famílias do Brasil - que na verdade é um arco-íris de raças.


REFERÊNCIAS E LINKS:

1.. Artigo da Wikipédia [http://pt.wikipedia.org/wiki/Poliamor ]

2.. International Conference on Polyamory & Mono-Normativity 



Marion Zimmer Bradley - Série Claire Moffat (ou "Ocultismo")

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Claire Moffatt
1. Dark Satanic - sem publicação em português (1972)
2. The Inheritor - "A Herdeira" (1984)
3. Witch Hill - "A Colina das Bruxas" (1990)

A Colina das Bruxas

Sara Latimer, uma jovem de vinte e poucos anos, perde toda a sua família de forma súbita e trágica. Quase simultaneamente descobre que herdou uma antiga casa na Nova Inglaterra, onde decide recomeçar a sua vida. Mas a casa é apenas a parte visível da sua herança, pois as tradições familiares incluem outras facetas bem mais misteriosas. Dividida entre a modernidade e a tradição da família, entre o jovem médico local por quem se apaixona e os mistérios da sua falecida tia-avó, a última habitante da casa Latimer, Sara viaja no tempo e no espaço, confrontada com a sua identidade e os seus múltiplos passados. A jovem transforma.se num campo de batalha onde as forças das trevas e do amor se confrontam, lutando pela supremacia e pela conquista da sua alma. A Colina das Bruxas é uma viagem aos mitos do mundo rural americano, com o seu passado puritano, lendas de bruxas, feiticeiros e o seu encontro com a modernidade. É também a exploração de temores e receios atávicos, dos poderes ocultos, das pulsões eróticas e da demanda do poder.



A Herdeira 


Leslie Barnes comprou recentemente a sua primeira casa com vista sobre a Golden Gate Bridge, em São Francisco. A casa parece perfeita para ela e para a irmã, uma jovem sobredotada para a música. Mas, assim que começam a viver na nova casa, dão-se uma série de estranhos acontecimentos que perturbam fortemente as duas irmãs. Com horror, Leslie apercebe-se que está a viver num vórtice de poder mágico e que terá de tornar-se na guardiã desse poder para que este não caia nas mãos daqueles que procuram usá-lo para fins perversos. 

Leslie, que é psicóloga de profissão, sente-se perdida ao ter que lidar com o oculto até ao momento em que conhece Claire Moffatt, uma médium encantadora, e o seu mentor, Colin MacLaren, um parapsicólogo mundialmente famoso. 

Juntos, enfrentarão o mal e possibilitarão a Leslie tomar posse daquela que é a sua herança. 

RESENHANDO...

Imaginei que estas histórias eram "apêndices" da série "Light" (já resenhada aqui no blog), ou "Poder Supremo" (como é conhecida em português). Mas não: Na verdade, são historias que se entrelaçam à série Poder Supremo, mas constituem uma série à parte (sendo que o primeiro livro, introdutório, não foi publicado nem no Brasil, nem em Portugal, pelo que percebi).

Vamos à série, que se chama "Claire Moffat":

Claire Moffatt
1. Dark Satanic - sem publicação em portugueês (1972)
2. The Inheritor - "A Herdeira" (1984)
3. Witch Hill - "A Colina das Bruxas" (1990)

Quem é Claire, afinal? É uma personagem da série 'LIght", mais precisamente do último livro, Heartligh (1988). Claire é amiga do grande mago do bem, Colin e presencia todos os grandes momentos de Colin, quando - com seu poder de clarividência - ela o auxilia, aliviando o sofrimento de muitas vítimas da magia negra.

Vamos ao primeiro livro:

A HERDEIRA - 1984


Acredito que esse livro foi um dos melhores contemporâneos escritos por Marion, junto com todos os da série "Light". Nesse livro ela dá vazão aos novos momentos de liberdade sexual vivido pelas mulheres do início dos anos 80. Mas não é bem sobre isso que o livro trata...


Leslie, uma psicóloga, e sua irmã Emilie mudam-se para uma linda casa próxima da Golden Gate, em São Francisco e depois ficará sabendo que ali morara uma senhora de grande prestígio nos círculos esotéricos e mágicos.

Mas sendo ela, Leslie, e sua irmã mais nova, Emilie, ambas muito materialistas e pouca afeitas à religiões, seitas e ocultismo, ela vai demorar a se dar conta de que coisas - que fogem à razão e ao que é considerado normal pelos psicólogos - estão acontecendo com ela e com muitas pessoas - inclusive com pacientes seus. 
A  princípio a palavra para os fenômenos é "poltergeist" (e não tem nada a ver com o filme "Poltergeist, o Fenômeno, que aliás é mencionado com ironia no livro).
O livro vai tratar do tema "poltergeist" (ainda hoje tema tabu e totalmente ignorado pela ci ência convencional),com muita seriedade. Leslie fica horrorizada ao descobrir que muitos daqueles fenômenos, como batidas, toque na campainha sem ninguém por perto, telefone tocando a cada cinco minutos (mesmo com telefone desligado da tomada),etc., são de fato causados por ela ou por seu subconsciente.

Mas o livro vai muito, muito além. Mostra que Leslie, mesmo sendo uma materialista teimosa, irá procurar livros e vai parar justamente na livraria de ocultismo de Claire Moffat. Essa mulher simpática e inteligente vai dar-lhe conselhos, que serão no decorrer da história totalmente ignorados por Leslie... e isso vai lhe custar caro.

O livro tem romance (e que romance!), cenas de um terror muito suave - nada de repulsivo, podem ficar tranquilos os que não gostam de terror nojento - e o desenrolar bastante fluído, com pequenos trechos de "livros" falando sobre os fenômenos paranormais, o que de certa forma, desperta a curiosidade do leitor para isso.

Um ótimo livro, com final eletrizante.

A COLINA DAS BRUXAS - 1990

Embora o livro tenha sido lançado em 1990, a narrativa é encenada nos coloridos e maluquinhos anos 70.

A protagonista é bem diferente da centrada, equilibrada e amadurecida Leslie, que tem um trabalho bem remunerado, mantém a casa e ajuda a irmã mais nova, atuando como uma espécie de mãe substituta.


Aqui, a nossa protagonista é uma garota de 20 e poucos anos, totalmente em acordo com a sua época, sem nenhum tipo de preconceito no que concerne à vida sexual. Uma jovem totalmente "sexo-drogas-rock-and-roll", embora a narrativa não foque exatamente nesses temas...

Não foi um livro que eu tenha gostado exatamente: É mais curto que os demais, a impressão é que a autora ainda estava rascunhando a série "Light", muito superior a essa série inicial, em todos os sentidos. E que esses dois primeiros livrinhos foram apenas a apresentação de Claire, que vai aparecer em todo os esplendor de sua aura gentil, na série principal.

Enfim: A jovem Sara perde os pais e o irmão (!), quase todos de uma só vez, e sem emprego fixo e renda para pagar o aluguel, manda-se para um lugarejo perdido no oco do "sertão" norte-americano, na Nova Inglaterra, para tomar posse de sua "herança", uma velha e horrorosa casa que pertencera à "menina" Latimer, sua tia-avó também chamada de Sara.

Todas as Saras Latimers tiveram mortes violentas...


Esse é o velho refrão, repetido inúmeras vezes por seu pai que odiava, por sinal, todos os seus parentes e ancestrais Latimers, manchados pela nódoa da bruxaria.

Mas a jovem Sara, descolada e corajosa, assim que perde a família vai ao encontro do seu destino, fosse esse qual fosse.

O livro mostrará o embate entre a Sara atual e a Sara ancestral (a bruxa), seus terrores ao perceber que poderia estar sendo usada pelos estranhos moradores do local e o clima gótico - recheado com menções sobre sabás, cemitérios, corvos, casas velhas, seitas malignas - é típico para livros da época (anos 80).

E tem a parte picante. Acredito que esse foi primeiro livro da autora que eu li, que trata do homossexualismo e do sexo apenas pelo prazer, com pitadas generosas de lesbianismo, sexo grupal e sadomasoquismo. 

Um livro razoável, com final satisfatório. Poderia ter sido melhor, mais profundo e mais bem desenvolvido: Mas vale como "apêndices" - como eu disse antes -  da série Light.


Paula Brackston - A Filha da Feiticeira [resenha]

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Uma bruxa que é o protótipo do anjo bom...

Meu nome é Elizabeth Anne Hawksmith, tenho 384 anos. Cada era exige um novo diário. Assim sendo, começa este Livro das Sombras. Estreia de Paula Brackston no Brasil, A filha da feiticeira é uma história repleta de magia e feitiçaria, ideal para aqueles que buscam uma trama fascinante. O livro é maravilhosamente escrito, possui personagens bem-construídos e uma trama que prende o leitor até o fim. 
Editora Bertrand Brasil, 2013


O QUE ACHEI:

De início, achei que seria apenas outra história vazia, mais voltada ao público adolescente e ao entretenimento fútil. Fique surpreendida de modo agradável, porém, ao notar que a história não era apenas mais um romancezinho água-com-açúcar-adolescente, mas tinha todo um contexto histórico bastante desenvolvido e rico em detalhes e descrições de locais e culturas do passado.

Esse aspecto diferencia uma boa obra - seja ela infantil, juvenil ou para jovem adulto - de uma obra meramente descartável.

Tem um bom ritmo narrativo, um ambiente (três ambientes, na verdade) convincente, retratando de maneira vívida, principalmente, a vida de uma família de camponeses medievais. 

Gostei muito dessa primeira parte da vida de Elizabeth, bem como do enfoque dado à perseguição às bruxas - tema esse bastante batido e rebatido atualmente, mas que dá margem à inúmeros pontos de vista e divergências. Inclusive é um dos argumentos usados, atualmente, para uma certa "implicância" de agnósticos e ateus contra a religião cristã. Mas enfim, o fato é que o assunto dá um bom caldo de opiniões e debates. E de enredos literários, claro.


Paula Brackston me pareceu estar bem a par das diversas vertentes da feitiçaria moderna, moldando sua história em torno de duas principais: A feitiçaria voltada à natureza, a Wicca moderna; e a magia negra, esta sim, voltada totalmente aos poderes e caminhos da chamada "mão esquerda" pelos esotéricos.

Gideon Masters encarna o vilão charmoso e perigoso, figura típica e meio clichê. Aliás, clichês não faltam e nem por isso a história é menos gostosa de ler, encantadora pela mensagem que passa através de sua corajosa protagonista, Bess e pelo valores morais que ela defende: Sendo uma bruxa "boazinha" até o fim, Bess não hesita em tentar resgatar o seu erro (ou talvez o erro de sua mãe), por ter sido iniciada numa prática tão maligna.

Um livro bacana, interessante, com muitas cenas de suspense, comoção (principalmente quando Bess nos relata o seu passado) e o melhor: A mensagem positiva de que, por mais revezes que enfrentemos na vida, a esperança é sempre uma luz maravilhosa... E nunca devemos nos render à dor, ao sofrimento e à perseguição dos maus.


Tess Gerritsen - O Dominador [resenha]

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Após o estrondoso sucesso em O Cirurgião, a personagem Jane Rizzoli está de volta em mais um livro empolgante. Aqui não existem estereótipos. Jane Rizzoli é durona, mas também humana; e seu nêmesis, Warren Hoyt, é genuinamente perverso, sem nenhuma sombra de culpa ou remorso por seus crimes. Ainda mais perturbador e eletrizante, O DOMINADOR continua a trama do romance anterior. Depois de levar para trás das grades o psicopata Warren Hoyt - mais conhecido como "O Cirurgião" -, a detetive se vê diante de um maníaco que reproduz as assustadoras atrocidades de Warren. No decorrer das investigações, Jane vai descobrir que há muito mais ligações entre os dois assassinos do que ela supunha.

O QUE ACHEI:

Quando se supunha que o horror tinha terminado - em O Cirurgião - eis que a tortura prossegue! Neste livro, que li lentamente e com entusiasmo cada vez menor à medida que as atrocidades do "aprendiz de feiticeiro" iam se tornando piores, Jane Rizzoli se mostra mais simpática que no primeiro livro. E muito, muito mais humana e sensível.

Se no livro anterior temos uma policial correta, porém dura e severa, que sofre por ser considerada "feia e chata", neste livro ela desabrocha para a vida, apesar da tremenda perseguição que vai sofrer com o vingador do monstro (do assassino do livro anterior). E vai até render algum romance, entremeado, é claro, de cenas macabras, sangrentas, ambientes inóspitos e cheios de cadáveres e outras coisinhas arrepiantes e nada saudáveis para a mente...

Como no primeiro livro, esse aqui me fez frear a leitura. Não gosto, não estou gostando desse estilo cru e "realista" que Gerritsen tem de mostrar cenas de revoltante crueldade e flashes da mente psicopata. Este criminoso, que não sofre as penas da sensibilidade humana normal e não se cansa de ficar imaginando outras cenas, mais e mais dantescas, nos enoja duplamente: Pelo que faz e pelo que deseja fazer às mulheres.

Outro ponto de crucial importância nesse tipo de literatura, é a preferência dos escritores policiais (tais como Gerritsen, Chelsea Cain, Patricia Cornwell, Stieg Larsson, Asa Larsson, etc.), de mostrar assassinatos de mulheres - e com todos os requintes de crueldade imagináveis. Entendo isso como um pendor estranho (principalmente quando se trata de escritoras), já que nós mulheres geralmente temos nossa sensibilidade mais aguçada e menor tolerância à cenas cruéis, macabras ou de tortura. No entanto, é exatamente o que vem acontecendo na literatura policial.

Estava lendo essa série, e já iniciado o terceiro livro - na esperança de que algo, alguma coisa mudasse nos cenários - mas percebo que vai seguir sempre a mesma linha. Não é possível que o clima mude, já que Gerritsen trabalha com a atuação de uma policial e uma médica legista. E, mesmo que no terceiro livro (O Pecador), a "Doutora Morte" - como é chamada pelos conhecidos a Dra. Isles - se mostre mais humana e sensível - o clima do livro é ainda mais medonho. Tratará já de cara do assassinato crudelíssimo de duas freiras... Naturalmente os leitores cristãos irão apreciar ainda menos esse livro.

Enfim, "O Dominador" é da mesma cepa do "O Cirurgião". E no final, engraçado... nunca parece que o mal foi derrotado. É como se sempre ficasse uma pontinha solta que fará com que toda a trama se desmanche.