Stephen King - O cemitério

BY Jossi IN , , , 2 comentários


Ano: 2001
Páginas: 243
Idioma: português
Editora: Objetiva

Sinopse: Louis Creed, jovem médico de Chicago, acredita que encontrou seu lugar naquela pequena cidade do Maine. Uma casa boa, o trabalho na universidade, a felicidade da esposa e dos filhos. Num dos primeiros passeios para explorar a região, conhece um cemitério no bosque próximo à sua casa. Ali, gerações e gerações de crianças enterraram seus animais de estimação. Para além dos pequenos túmulos, onde letras infantis registram seu primeiro contato com a morte, há, no entanto, um outro cemitério. Uma terra maligna que atrai pessoas com promessas sedutoras. Um universo dominado por forças estranhas capazes de tornar real o que sempre pareceu impossível. A princípio, Louis se diverte com as histórias fantasmagóricas do velho vizinho Crandall. Só aos poucos começa a perceber que o poder de sua ciência tem limites. Prepare-se para páginas de puro pavor. Em uma de suas mais terríveis histórias, Stephen King mostra como a dor e a loucura, muitas vezes, dividem a mesma estrada. 

_________________________

O horror psicológico e certa depressão...

Esta obra de S. King talvez seja - junto com 'A Coisa', 'A Hora do Vampiro' e 'Carrie', uma das que mais me prenderam, me acorrentaram à leitura. Por quê? Justamente pelo seu ingrediente quase asfixiante, quase venenoso que mistura: personagens cativantes, identificação do leitor com algum dos personagens, um suspense crescente que, devagarinho,  despencará para os limites entre a sanidade e a loucura e - principalmente - do mais absoluto e abjeto horror.


Você iniciará o livro através da história de uma família típica da classe média baixa americana: um casal de jovens (Louis e Rachel) e seus dois lindos e fofíssimos filhos: A menina Eileen - de seis anos - e o gracioso Gage, ainda bebê de colo, com pouco mais de um ano. Eles estão se mudando para uma cidadezinha do Maine, rodeada por lindo gramado, terreno grande e nos fundos, um enorme bosque a perder de vista...



Tudo na família é encantador, mas o que nos envolve mais é o grande amor entre eles: O casal que se respeita e se ama profundamente e o amor desesperado pelos filhos.

O que assusta e vai se tornando como um laço frouxo de corda no pescoço do leitor, e que aos poucos irá começar a apertar, apertar cada vez mais, é o suspense e uma tensão que começará -- com exatidão -- após uma caminhada por uma trilha no mato. Quem os leverá a conhecer a tal trilha será o seu vizinho, o simpático idoso Jud Crandall, que mora apenas com a esposa adoentada, do outro lado da avenida.

O livro todo tem um centro: o terror sobrenatural do 'cemitério de animais', que fica ao final da trilha... Porém, além deste cemitério aparentemente inofensivo, há outro, outro cemitério... o cemitério Micmac, que estava dentro de umas terras antiguíssimas, pertencentes aos índios.


Arrepios nos percorrem, se dermos tento às reflexões e ao exagerado detalhamento que King faz de certas cenas, e que eu considerei exageradas. Como por exemplo, quando Rachel relembra a doença e morte de Zelda, sua irmã. E uma constante nos livros de Stephen King, que é a repetição exaustiva de certas frases -- como que para enfatizar o clima de tensão do personagem. Para deixar óbvio a quem lê, a obsessão do personagem com aquela ideia, com aquelas digressões. Isso nos causa certa irritação ou engessa, de certa forma, a fluidez da narrativa.

Contudo, a narrativa em terceira pessoa em geral é limpa, coesa e deslizante, gerando empatia quando lemos um diálogo entre Louis e a pequena e inteligente Eileen, por exemplo. Ou quando o casal vive um momento romântico de intimidade e renova seus votos de amor.

O terror psicológico vai iniciar com Louis no centro de tudo e sua obsessão -- graças ao que ficará sabendo por Jud Crandall -- pelo cemitério Micmac. A primeira vítima do cemitério é o gato Church, que retornará dos mortos, renascido, ressuscitado ou... sabe-se lá o que foi aquilo.

A narrativa tomará um ritmo mais forte depois disso, adquirindo quase a nunce das ideias obsessivas de um lunático. O terror de Louis, seus medos, seus pesadelos, irão pular do livro para nos deixar -- a nós, leitores -- levemtente deprimidos.

O clímax é a estupenda descoberta da "magia" do cemitério Micmac:

"Os micmacs conheciam aquele lugar, o que não quer necessariamente dizer que eles é que o transformaram no que é agora. Afinal, os micmacs não viveram sempre aqui. Talvez tenham vindo do Canadá, talvez da Rússia, talvez da Ásia, há muito, muito tempo atrás. Só habitaram o Maine por uns mil anos, talvez dois mil... é difícil saber, porque não deixam muitas marcas na terra que ocupam. E agora já se foram outra vez do mesmo modo como nós, um dia, também não estaremos mais aqui, embora eu ache que deixaremos traços bem mais profundos, para uso melhor ou pior por parte dos que nos substituírem. O lugar continuará, Louis, não importa quem viva no Maine. Não é como se alguém fosse dono do lugar e pudesse levar seu segredo quando se mudasse. É um lugar mau, amaldiçoado, e eu não tinha nada de levá-lo até lá para enterrar aquele gato. Agora tenho consciência disso. Se você sabe o que é bom para você e sua família, nunca deixe de estar alerta ao poder daquele lugar".

O livro é terror psicológico e físico, mas não muito recomendável aos espíritos mais delicados. Fora isso, regalem-se com o mais tenebroso livro de Stephen King.

Frank de Felitta - Por amor a Audrey Rose

BY Jossi IN , , , -



Ano: 1983
Páginas: 368
Idioma: português 
Editora: Francisco Alves, (RJ)

----------------------
Sinopse:
Quem leu "As Duas Vidas de Audrey Rose" recorda-se do estranho caso de uma menina que seria a reencarnação de outra, morta queimada num acidente de automóvel. Ivy Templeton nascera no dia da morte de Audrey Rose. Um estranho, Elliot Hoover, afirma que ela é a reencarnação de sua filha. A idéia parace absurda aos pais da menina, porém aos poucos deixam-se tocar e a própria Ivy cede aos argumentos de Elliot, que deseja que ela se submeta a uma sessão de regressão psíquica. Ocorre, no entanto, quer nessa sessão Ivy passa a se comportar como Audrey Rose, reproduzindo o horror e a angústia de seus últimos instantes - e também morre, com todos os sinais de queimadura da outra,

Por Amor a Audrey Rose retoma a narrativa, mostrando a reação dos pais diante daquela tragédia. Qurm mais sofre é o pai, Bill Templeton, que termina tendo um colapso nervoso, o qual evolui rapidamente para a insanidade mental. tendo iso buscar alívio e compreensão das coisas da vida no jainismo e depois no lamaísmo, julga, por fim, entrever a 'realidade': Ivy deve voltar para cumprir uma nova vida. Sua idéia fixa é encontrar uma menina que tenha nascido justamente na hora da morte de Ivy - seria a encarnação dela. Mas a busca obsessiva de Bill não só falha nos seus objetivos, como também contribui para piorar seu estado mental: depois de se ver privado da pequena Juanita, é internado num sanatório para loucos.

Por sua vez, Janice Templeton procura, igualmente, a mesma 'realidade', e para tal parte em busca de Hoover, que fora viver entre monges na Índia. Consegue, por fim, descobrí-lo, convence-o a voltar, para ajudá-la na cura do marido. daí em diante, o romance se desenrola num crescendo de emoção e suspense, até o clímax final."
------------------------

O que um amor não faz, não enfrenta e não sofre?

Esta é a continuação do famoso romance (que virou filme, inclusive) "As Duas Vidas de Audrey Rose" [resenha AQUI]. Este primeiro livro é absolutamente tenso, com um suspense e um clima de terror de assustar os leitores mais indiferentes.

Não só o clima de terror nos prende: Frank de Fellita, do qual também li "O Demônio do Gólgota", foi muito feliz nesses três livros, embora desandasse no livro "A Entidade" - um terror mórbido que mistura possessão demoníaca, sexo, estupro, brutalidade e loucura, numa receita que peca pelo exagero e pelo excesso de brutalidade.

Voltando ao livro 'Por amor a Audrey Rose', o que se nota já de início é a grande habilidade do autor em conduzir uma história que é repleta de drama, suspense e até uma alta dose de aventura - quando Janice vai atrás de Hoover, na selvagem e ignota Índia. Sua habilidade com a escrita, vai ao ponto de tornar mesmo as descrições mais enfadonhas - como o dia a dia de uma mulher praticamente viúva de marido vivo, que reúne as últimas forças para trabalhar e tocar uma vida insípida - em momentos de tensão e curiosidade, despertando o interesse e a ansiedade do leitor.

O livro retoma o drama da família - agora já fragmentada - Templeton: Janice, Bill e a pequena Ivy, reencarnação da outra menininha, Audrey - filha de Eliot Hoover. Entretanto, no primeiro livro ( é imprescindível a leitura do primeiro, sem o que a leitura desse fica confusa e totalmente incompreensível), ocorre um drama, uma catástrofe de consequências irreparáveis. Esse drama separa o casal Templeton, porque Bill fica, de repente, completamente fora da realidade e mesmo a contragosto, Janice terá de interná-lo num sanatório.

Mas a obsessão de Bill - que se considera culpado pela morte de Ivy - embora não seja a obsessão de Janice, torna-a desiludida, fraca, embora ela ainda se mostre mais forte perante as vicissitudes.


Nessa maré de terrores, pesadelos, solidão e ansiedade por ver sua amada família destruída, ela partirá em busca da única pessoa que, supõe, poderá tirar Bill do abismo da loucura: O seu antigo "rival", o pai da também falecida, Audrey Rose.

A empreitada de Janice, atrás de um homem de conduta estranha para os padrões ocidentais, seguidor da religião hinduísta e de Krishna (religião que virou 'modinha' nos anos 1970), se transforma numa aventura insana, quase tão insana quanto a insanidade de Bill - lá, preso no manicômio. Entretanto, Janice é mais pé-no-chão. 

Sua temeridade ou coragem, de acordo com os pontos de vista, a levará ao reencontro de Eliot Hoover em meio à natureza febril da velha Índia dos anos 1970, um país devastado pela pobreza, com doenças misteriosas, enchentes, calamidades sociais e naturais, um povo estranho, de costumes quase bárbaros. Mas, segundo o autor, era "para ser assim". "Era o karma daqueles três seres, Janice, Bill e Hoover".

A alma da pobre Audrey não teria descanso até que se cumprissem as "leis kármicas" - coisa que se fala muito hoje em dia, na doutrina espírita e com a qual não concordo e não acredito. Entretanto, no livro que eu considero como uma fantasia sobrenatural, tudo isso parece fazer 'sentido'.

O romance começa bem, embora as cenas exageradamente detalhadas da loucura de Bill, dos sofrimentos de Janice e do sentimento de culpa de Hoover sejam bastante deprimentes. Acredito que o livro se estendeu um pouquinho demais, se aprofundando em detalhes sobre as religiões hindus, rituais, sacerdócio, doutrinas, meditações, etc, que poderiam perfeitamente estar ausentes, sem prejuízo para a trama.

Em determinada altura, cenas de romantismo e sensualidade com determinado casal da história parecem tomar conta do livro todo: de uma história de suspense e terror fantástico, vira um simples romance açucarado. Bom para quem gosta, ruim para quem quer ação.

Entretanto, a conclusão é chocante - embora não de todo surpreendente. Os "fios do destino" se entrelaçam e o que parecia, a princípio, uma grande confusão de nozinhos e pontas soltas, se une numa teia perfeita, onde uma "vontade suprema" determinou tudo. Onde o sofrimento e a paz dependiam de que cada um, à sua maneira, cumprisse fielmente a sua parte...

Um livro bom, que peca pelo apreço exagerado à religião oriental - na minha opinião de cristã. Naturalmente, haverão os que irão apreciar justamente por esse motivo.

Quem não encontrar o arquivo para comprar nos sebos brasileiros, há um ótimo arquivo em formato ePub AQUI. E em formato rtf, o primeiro livro, As Duas Vidas de Audrey Rose, AQUI.

George Orwell - 1984

BY Jossi IN , , -


Ano: 2009 
Páginas: 414
Idioma: português 
Editora: Companhia das Letras

-------

Publicada originalmente em 1949, a distopia futurista 1984 é um dos romances mais influentes do século XX, um inquestionável clássico moderno. Lançada poucos meses antes da morte do autor, é uma obra magistral que ainda se impõe como poderosa reflexão ficcional sobre a essência nefasta de qualquer forma de poder totalitário

Winston, protagonista de 1984, último romance de George Orwell, vive aprisionado na engrenagem totalitária de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho. Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão, a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel ao infinito, além de vazio de sentido histórico. De fato, a ideologia do Partido dominante em Oceânia não visa nada de coisa alguma para ninguém, no presente ou no futuro. O´Brien, hierarca do Partido, é quem explica a Winston que "só nos interessa o poder em si. Nem riqueza, nem luxo, nem vida longa, nem felicidade: só o poder pelo poder, poder puro". 

Quando foi publicada em 1949, poucos meses antes da morte do autor, essa assustadora distopia datada de forma arbitrária num futuro perigosamente próximo, logo experimentaria um imenso sucesso de público. Seus principais ingredientes - um homem sozinho desafiando uma tremenda ditadura; sexo furtivo e libertador; horrores letais - atraíram leitores de todas as idades, à esquerda e à direita do espectro político, com maior ou menor grau de instrução. À parte isso, a escrita translúcida de George Orwell, os personagens fortes, traçados a carvão por um vigoroso desenhista de personalidades, a trama seca e crua e o tom de sátira sombria garantiram a entrada precoce de 1984 no restrito panteão dos grandes clássicos modernos.

O que eu achei

Muitas editoras (a maioria, na verdade) recusa-se a usar a expressão "crítica ao comunismo". Mas está claríssimo no livro de Orwell, esse magistral, esse fulgurante romance distópico sobre um mundo futuro (o de agora, suponho) onde tudo e todos estão sendo vigiados, por um governo autoritário ao máximo - que é uma crítica ao comunismo. Não falam (nem em blogs de esquerda, nem em editoras) que o livro É UMA CRÍTICA FORTÍSSIMA ao COMUNISMO.


É uma ficção, um romance mas impregnado de fortes emoções. Sente-se nele toda a rebeldia e o terror de um homem que conheceu de perto o totalitarismo comunista, ao ponto de ter escrito antes desse, o curisoso "A Revolução dos Bichos", onde os porcos são nitidamente os "porcos comunistas". E o porco mais velho, o "Major" é o grande doutrinador da bicharada: 

“Então, camaradas, qual é a natureza da nossa vida? Enfrentemos a realidade: nossa vida é miserável, trabalhosa e curta. Nascemos, recebemos o mínimo de alimento necessário para continuar respirando e os que podem trabalhar são forçados a fazê-lo até a última parcela de suas forças; no instante em que nossa utilidade acaba, trucidam-nos com hedionda crueldade. Nenhum animal, na Inglaterra, sabe o que é felicidade ou lazer, após completar um ano de vida. Nenhum animal, na Inglaterra, é livre."

Em 1984, porém, a crítica é muito séria, contundente e assustadoramente atual. Enquanto lia, ia comparando as absurdas condições daquele mundo onde o "Grande Irmão" (o Partido Único) mandava em tudo, vigiava as pessoas em tudo o que faziam, controlava o que comiam e bebiam (sempre alimentos ruins e de má qualidade) e modificava a língua (uma forma de evitar que as pessoas pensassem, uma vez que com um idioma em constantes mutações, perdiam-se palavras, perdiam-se ideias que expressassem antigas ideias, perdia-se enfim, o contato com toda a realidade).

Esse é o objetivo da Novilíngua (a língua que substitui o inglês antigo, dentro da trama de Orwell). Mudar, mudar sempre, não deixar que o povo se acostume às mesmas expressões e palavras por muito tempo. É interessante lembrar que hoje mesmo no Brasil, a página do governo federal no Facebook, a "Humaniza Redes" já nos brindou com algumas pérolas que propõe apagar várias palavras e/ou expressões de nossos dicionários ou vocabulários. É o caso, por exemplo, das expressões "minhas negas" ou "a coisa está preta". Bem, sobre a primeira expressão "racista" eu dei uma resposta no próprio site. Sobre a segunda expressão - cúmulo do ridículo - os próprios internautas responderam.


Voltando ao livro de Orwell, a trama é muito bem urdida e como já citei, tem muitas similaridades com o nosso "admirável mundo novo socialista": A subversão de valores, o uso constante do verbo "denuncie", onde cada cidadão do "Partido" precisava se policiar e policiar todos ao seu redor. Filhos delatam pais, maridos delatam esposas e vice-versa, amigos delatam amigos. O terror da constante vigilância dá o tom, comanda tudo. Ninguém pode confiar em ninguém.

O personagem Winston é um homem infeliz, relembra sua infância - antes que a ditadura comunista tomasse conta do mundo - e não consegue se conformar com o destino que o mundo tomou, desde então. A comida que come, a cerveja que bebe, o apartamento onde mora: tudo é sem graça, sem gosto, sem beleza. Mas como ele poderia ter certeza de que o mundo não foi sempre assim, sem nenhum parâmetro, sem ter nenhuma outra referência de mundo melhor? Se para ele tudo aquilo é normal (embora um certo pensamentozinho em sua cabeça insista em dizer que não, que aquele mundo feio um dia fora mais bonito, mais alegre, mais livre, mais confortável)? Entretanto, ele sente algo em seu íntimo. Queria saber como o mundo fora antes da "Revolução", mas não existem mais livros de história, exceto os livros que o Partido escreveu, e nesses ele não pode confiar: são simples compilações de estorias criadas pelo próprio Partido.

A história de Winston é triste, mas a trama do livro é envolvente, assustadora e realista. O final é digno de um gênio literário como Orwell: Impossível você ler aquele final e deixar de comparar as situações que ele viveu e a revolução cultural que o mundo dele sofreu com as que estamos vivendo hoje. De maneira muito lenta e sutil, mas estamos vivendo.

Recomendo o livro a todos que querem, além de uma boa distração, se darem conta de que nossa realidade poderá ser terrivelmente alterada. Mas que nós ainda podemos impedir que isso aconteça.

Dissecando: Nicholas Hagger - A História Secreta do Ocidente

BY Jossi IN , , 2 comentários



Nicholas Hagger - A História Secreta do Ocidente Influência das Organizações Secretas na História Ocidental da Renascença ao Século XX

Ano: 2011
Páginas: 528
Idioma: português  
Editora: Cultrix

Sinopse:
Ao mapear as atividades das organizações secretas, este livro apresenta uma narrativa cronológica de revoluções, da Renascença (que começou em 1453) até a Revolução Russa. Cobre realizações de revolucionários como Robespierre e Lênin. Mostra como as visões utópicas de sociedades ideais acabam em massacres e decapitações, contendo assim uma advertência. Cada revolução é apresentada em termos de uma dinâmica em quatro partes. Um idealista tem uma visão oculta, que outros enunciam em termos intelectuais. Ela é corrompida por um regime político e tem como resultado a supressão física (como nos expurgos de Stálin). 
----------------------------------------

A verdadeira história do ocidente, massa de manobra de líderes malignos

Esse livro é tão denso, tão profundo e é necessário uma concentração tão grande para entendê-lo, que demorei uns três meses até me sentir apta a iniciar uma simples resenha.

Não por ele ser complicado - ao contrário, é escrito de forma bastante compreensível e simples, mas suas implicações é que são profundas. O autor Nicholas Hagger foi fundo nas raízes do mal que domina o mundo de hoje, e que remontam à época dos "inofensivos" cátaros... que de inofensivos nada tinham. 

Ele vai fundo e escava sob a dura "casca" da normalidade do mundo, arrancando de lá pequenos monstros, como: o alquimista Paracelso, o Illuminatus satanista Adam Weishaupt, o satanista Albert Pike, o mafioso Giuseppe Mazzini, William Tyndale, Francis Bacon (fundador da Sociedade Rosi Crosse), o cabalista e mago Robert Fludd, o rosacruz puritano Samuel Hartlib, o cabalista rosa-cruz Menasseh ben Israel (Manoel Dias Soeiro, nome de 'guerra'), o agente duplo (Priorado de Sião e Templários) Talleyrand, a riquíssima família Rothschild (que desde sempre adotou as ideias weishauptianas de criar um governo mundial). Sobre esse último, diz o autor:

"Quando morreu, em 1812, Mayer Amschel “Rothschild” tinha se tornado o homem mais rico que o mundo já conhecera. Esse comerciante inspirador do imperialismo tinha fundado novos bancos Rothschild na Inglaterra, França e Alemanha. Seu testamento determinava que todas as posições importantes nos negócios dos Rothschilds tinham que ser ocupadas por homens da família".[...] "Os Rothschild eram agora tão influentes que Amschel Mayer Rothschild disse em 1838: “Permitam-me emitir e controlar o dinheiro de uma nação, que não me importo com quem faz suas leis”.
Para conhecer mais sobre a Casa Rotschild, veja AQUI.


Sobre a maçonaria, diz-nos Hagger:
"A Maçonaria Sionista Rosacruciana era deísta, o que muitos maçons entendiam como luciferiana. A Maçonaria Templária era ateísta. Os Illuminati eram uma mescla das duas tradições e alguns Illuminati eram ao mesmo tempo deístas e ateístas. (Para Weishaupt, o Ser Supremo era Lúcifer – ou Satã – e o deísmo de Robespierre revelava a influência que Weishaupt teve sobre ele no início da carreira.) ".
Porém, o grande "soco no estômago" do leitor, é saber que afinal de contas, o Comunismo (ou Socialismo moderno, também chamado de 'progressismo') nasceu da palavra "Socialismo", inventada por Robert Owen e que surgiu em 1830, na França... onde o Grande Oriente (dos Templários) fundou uma tal "Liga dos Justos" (olha a ironia do nome!), em 1835. Mais tarde, os socialistas radicais formaram "comunas" e mudaram o nome da Liga dos Justos para 'Liga Comunista' (mais adequado, suponho). E, continuando com as interessantes surpresas dos movimentos revolucionários, em 1814 o porta-voz da Liga Comunista era um judeu alemão e maçom (que renegou suas origens judaicas por seu ateu), chamado Levi Mordechai. Que depois mudou de nome, passando a se chamar Karl Marx.

Marx, pai do comunismo, estudou nas universidades de Bonn e Berlim, leu livros de Weishaupt e financiado pelos Rotschilds, que lhe "encomendaram alguns trabalhos", ele se pôs a escrever o maravilhoso "Manifesto Comunista", em 1847 e "O Capital", em 1860. Tudo isso -- vejam só -- tudo entrelaçado: Os Illuminati satanistas, tais como Weishaupt e Clinton Roosevelt, deram a Marx toda a inspiração que ele precisava para escrever suas obras-primas. Além disso, o comunismo (tal como se apresentou na cachola de Marx), nasceu das ideias iluministas, na França dos 'grandes pensadores', dos 'grandes homens'... tais como Rousseau, Mirabeau, Marat, Robespierre... Sobre a Revolução Francesa, fala Hagger:
"O que fica na lembrança depois de um exame da dinâmica revolucionária da Revolução Francesa é o idealismo de algumas figuras – Robespierre e Saint-Just queriam um Socialismo de Estado, Virtude e Razão – e a sensação de que o plano deu terrivelmente errado. Trezentas mil mortes, a guilhotina funcionando sem parar, filas de pessoas aterrorizadas esperando sua vez depois de julgamentos apressados (se tivessem sorte) e um plano para matar cerca de 15 milhões de cidadãos franceses como forma de garantir alimento e emprego – essa não é uma forma defensável de alcançar a utopia. (Foram mentes aristocráticas e profissionais que tomaram tais decisões. Não foi a multidão de Paris que criou a Revolução Francesa, mas os aristocratas e os profissionais burgueses: o bem-nascido Duque de Orléans e o Conde de Mirabeau, o médico Marat e o advogado Robespierre.) "
Ainda sobre Marx:
"Marx era luciferiano, como Weishaupt. Por volta de 1840, entrou para a igreja satanista em Berlim, dirigida por discípulos de Joanna Southcott (morta em 1814), que dizia ter contato com o demônio Shiloh e considerava a religião cristã “a mais imoral de todas as religiões”. Estudou economia em Paris, onde aprendeu muito sobre o Comunismo francês, tornando-se revolucionário e comunista. Apesar de judeu, escreveu Um Mundo Sem Judeus". [...] Em 1848, ele escreveu: “A guerra mundial iminente fará que não apenas classes e dinastias reacionárias desapareçam da face da terra, mas também povos reacionários inteiros.” 
O grade ápice das revoluções foi a Revolução Soviética, através do maçom bolchevique Lênin (do Grande Oriente), e de Stálin, rosa-cruz martinista, de uma organização secreta chamada Martinez Paschalis. Ao final da Revolução, Lenin havia matado cem vezes mais que a Revolução Francesa. 

Iosif Visarionovich Dzhugashvili ou Stálin (nome que adotou depois), seguidor de Lênin, entrou para um seminário quando jovem, mas foi expulso porque promovia badernas e incentivava atividades revolucionárias; o mesmo aconteceu quando tentou se empregar como escriturário, mas só conseguia promover greves. Foi preso sete vezes por assaltar bancos, a fim de conseguir dinheiro para financiar os bolcheviques. Uma vida nobilíssima! 


Sobre Stálin:
"Em 1928, Stálin já tinha poder para impor o governo de um só homem ao Partido Comunista – exatamente o que Lênin temia. Era o líder inquestionável do Partido Comunista e, visando ao desenvolvimento econômico, impingia o controle do Partido a todos os aspectos da vida diária. Distanciou-se também de antigos companheiros, com quem tinha dividido a liderança durante a desacreditada Nova Política Econômica. Sua virada à esquerda foi contestada por Bukharin (editor do Pravda), por Rykov (presidente do Conselho dos Comissários do Povo) e por Tomsky (presidente dos sindicatos), que foram destituídos de seus postos em 1920 e 1930. Em 1929, houve um expurgo de intelectuais em todos os campos das artes e das ciências, e outro expurgo do partido, semelhante ao de 1921. A própria mulher de Stálin criticava com amargura esses expurgos e acabou cometendo suicídio em 1932, num ato de contestação. [...] Conhecemos a rede de campos de concentração e trabalhos forçados, o Arquipélago Gulag, através dos escritos de uma de suas vítimas, Aleksandr Solzhenitsyn. É provável que Stálin seja responsável por matar pelo menos 40 milhões de pessoas durante sua ditadura de um só homem. (48 milhões de soviéticos foram mortos na Segunda Guerra Mundial e muitas dessas mortes podem ser atribuídas a Stálin.) A ditadura do proletariado de Lênin tinha se transformado na ditadura tirânica de um só homem".

Para resumir o livro de Nicholas Hagger, compreendemos que TODAS as revoluções se originaram de UMA ÚNICA, ou são parte da MESMA: A revolução criada e alimentada por uma ordem secreta (ou várias, derivadas de uma grande e inicial), que tem como meta suprimir todas as religiões, principalmente O CRISTIANISMO e criar um ÚNICO GOVERNO MUNDIAL. Outra meta: adoração a Lúcifer:



"Todas as nossas revoluções pretendiam introduzir o governo mundial de Lúcifer como metáfora e como realidade, em cuja vontade invisível acreditam". -- Nicholas Hagger.

Finalmente posso dizer: O livro de Hagger é extremamente importante, contem dados importantíssimos sobre as dinâmicas das revoluções e uma extensa bibliografia. Vale muito a pena adquiri-lo.


H. P. Lovecraft - Dagon

BY Jossi Slavic Genius IN , , -

DAGON, contos de horror inominável - Resenha...


Lovecraft foi o único filho de Winfield Scott Lovecraft, negociante de jóias e metais preciosos, e Sarah Susan Phillips, vinda de uma família notória que podia traçar suas origens directamente aos primeiros colonizadores americanos, casados numa idade relativamente avançada para a época. Quando contava três anos, seu pai sofreu uma aguda crise nervosa que deixou sequelas profundas, obrigando-o a passar o resto de sua vida em clínicas de repouso. Lovecraft com aproximadamente 9 anos de idade...

Uma breve biografia de Howard Phillips Lovecraft, da Wikipédia:   
Assim, ele foi criado pela mãe, Sarah, por duas tias, e por seu avô, Whipple van Buren Phillips. Lovecraft era um jovem prodígio que recitava poesia aos dois anos e já escrevia seus próprios poemas aos seis. Seu avô encorajou os hábitos de leitura, tendo arranjado para ele versões infantis da Ilíada e da Odisséia, de Homero, e introduzindo-o à literatura de terror, ao apresentar-lhe clássicas histórias de terror gótico.

    Lovecraft era uma criança constantemente doente. Seu biógrafo, L. Sprague de Camp, afirmou que o jovem Howard sofria de poiquilotermia, uma raríssima doença que fazia com que sua pele fosse sempre gelada ao toque. Devido aos seus problemas de saúde, ele frequentou a escola apenas esporadicamente mas lia bastante.

    O seu avô morreu em 1904, o que levou a família a um estado de pobreza, devido à incapacidade das filhas de gerirem os seus bens. Foram obrigados a mudar-se para acomodações muito menores e insalubres, o que prejudicou ainda mais a já débil saúde de Lovecraft. Em 1908, ele sofreu um colapso nervoso, acontecimento que o impediu de receber seu diploma de graduação no ensino médio e, consequentemente, complicou sua entrada numa universidade. Esse fracasso pessoal marcaria Lovecraft pelo resto dos seus dias.

    Nos seus dias de juventude, Lovecraft dedicou-se a escrever poesia, mergulhando na ficção de terror apenas a partir de 1917. Em 1923, ele publicou seu primeiro trabalho profissional, Dagon, na revista Weird Tales. Lovecraft junto de Clifford Martin Eddy, Jr., foi um ghostwriter do magazine Weird Tales, inclusive escrevendo uma estória, "Sob as Pirâmides" (Under the Pyramids, também conhecida como Imprisoned with the Pharaohs), para o famoso mágico Harry Houdini.

    A sua mãe nunca chegou a ver nenhum trabalho do filho publicado, tendo morrido em 1921, após complicações numa cirurgia.

    Lovecraft trabalhou como jornalista por um curto período, durante o qual conheceu Sonia Greene, com quem viria a casar. Ela era judia natural da Ucrânia, oito anos mais velha que ele, o que fez com que sua tias protestassem contra o casamento. O casal mudou-se para o Brooklyn, na cidade de Nova Iorque, cidade de que Lovecraft nunca gostou[6]. O casamento durou poucos anos e, após o divórcio amigável, Lovecraft regressou a Providence, onde moraria até morrer.

    O período imediatamente após seu divórcio foi o mais prolífico de Lovecraft, no qual ele se correspondia com vários escritores estreantes de horror, ficção e aventura. Entre eles, seu mais ávido correspondente era Robert E. Howard, criador de Conan o Bárbaro. Algumas das suas mais extensas obras, Nas Montanhas da Loucura e O Caso de Charles Dexter Ward - seu único romance -, foram escritas nessa época.

    Os seus últimos anos de vida foram bastante difíceis. Em 1932, a sua amada tia Lillian Clark, com quem ele vivia, faleceu. Lovecraft mudou-se para uma pequena casa alugada com sua tia e companhia remanescente, Annie Gamwell, situada bem atrás da biblioteca John Hay. Para sobreviver, considerando-se que seus próprios textos aumentavam em complexidade e número de palavras (dificultando as vendas), Lovecraft apoiava-se como podia em revisões e "ghost-writing" de textos assinados por outros, inclusive poemas e não-ficção. Em 1936, a notícia do suicídio do seu amigo Robert E. Howard deixou-o profundamente entristecido e abalado. Nesse ano, a doença que o mataria (cancro no intestino) já avançara o bastante para que pouco se pudesse fazer contra ela. Lovecraft suportou dores sempre crescentes pelos meses seguintes, até que a 10 de Março de 1937 se viu obrigado a internar-se no Hospital Memorial Jane Brown. Ali morreria cinco dias depois. Contava então 46 anos de idade.
  O QUE ACHEI - Resenha de "Dagon":
Sempre gostei de histórias de terror gótico, embora fosse muito resistente aos contos e delírios lovecraftianos. Resolvi, porém, tentar reiniciar minhas leituras deste grande escritor, e comecei por "Dagon", deixando "As montanhas da loucura" mais para o final, pois me parece ser esta uma das obras mais complexas.


 
Comecei, certo dia, a ler "O Caso de Dexter Ward", mas também não consegui passar da página 10... Munida de mais coragem, encarei "Dagon".

O conto que dá título ao livro é muito bom, e fala sobre a descoberta, por parte de um homem, de criaturas estranhíssimas que, por acaso, são ancestrais do homem moderno...

Li, de quebra, outros contos:

* O Medo à Espreita
*Arthur Jermyn
*O templo
*O pântano lunar
*O inominável
*O intruso
*A sombra sobre Innsmouth

Dagon é um conto relativamente curto, mas mistura sempre o terror arrepiante com mitos antigos. Lovecraft, com suas criações fantasiosas e mitos próprios, consegue nos passar uma atmosfera de medo supersticioso, apenas em pensarmos no que ele sugeria, com esse conto... seremos nós, humanos, descendentes de antigos monstros, adorados  em tempos imemoriais como deuses? Mas e nossa semelhança com o Deus cristão? Será por isso que seus contos são tão inquietantes?

O conto "O Medo à Espreita" não me agradou muito o enredo. Não gosto quando o autor mistura "loucuras e delírios" a um terror  que, embora insuportável, é real. No final, a gente fica com a amarga pergunta a nos corroer por dentro: 'Afinal, tudo o que esse homem viveu... foi real? Ou tudo fantasias de um doido?"


O pior de todos os contos, a meu ver, foi "Arthur Jermyn". Uma sucessão de criaturas estranhas que, ao longo de gerações, aterroriza o leitor. E a gente, no final das contas, ainda fica sem entender bem quem eles são... ou quê eles são. Gente? Bicho? Mistura de ambos? E o por quê de tanta loucura entremeando as histórias daquele povo?

"O Templo", com o estilo e a linguagem levemente arcaica de Lovecraft, me lembrou um pouco o estilo de Bram Stoker, e de "Drácula", quando da viagem que o Conde fez, dentro de um caixão, a bordo de um navio, vindo da Transilvânia para a Inglaterra. Há o mesmo clima de tensão, de ansiedade entre os marinheiros, de sombrios presságios e mau agouro. Não chega a se ter calafrios, mas é um conto cheio de "loucura", no bom sentido. O final, como na maioria das obras do autor, é de assustar, e se o leitor for mais suscetível, decepciona.

Gostei particularmente de "O Pântano Lunar", onde o narrador fala de uma região, naturalmente pantanosa, habitada - segundo crenças locais - por seres das águas, náiades ou fantasmas. Este trecho é muito bom:
     
    "Flautas assobiavam e tambores começaram a rufar e, olhando com espanto e terror, pensei avistar saltitantes formas escuras destacando-se grotescamente contra a vista marmórea e resplendente. O efeito era fantástico - absolutamente inimaginável -,
    e eu poderia ter-me quedado indefinidamente em sua admiração se não tivesse notado um crescendo das flautas à minha esquerda.
    Tremendo de um terror curiosamente mesclado com êxtase, atravessei o recinto circular até a janela do Norte, de onde podia ver o vilarejo e a planície à beira do pântano. Ali meus olhos arregalaram-se de novo com um prodígio tão fabuloso, que era como se não
    houvesse acabado de me afastar de uma cena muito além das fronteiras naturais, pois, na planície sinistramente avermelhada, avançava uma procissão de criaturas como jamais se viu, exceto em pesadelos.
    Meio deslizando, meio flutuando no ar, os espectros do pântano vestidos de branco recuavam lentamente para as águas paradas e as ruínas da ilha em formações fantásticas sugerindo alguma dança cerimonial antiga e solene. Seus braços translúcidos agitando-se ao som do pavoroso sopro daquelas flautas invisíveis faziam acenos de chamamento num ritmo esquisito para um grupo de trabalhadores desarvorados que os seguiam, como cães, cambaleando, cegos e indiferentes, como que arrastados por uma vontade demoníaca canhestra, mas irresistível. Quando as náiades aproximaram-se do pântano, sem alterar seu curso, uma nova fileira de desgarrados cambaleantes ziguezagueando como ébrios saiu do castelo por alguma porta traseira muito abaixo de minha janela, atravessou às apalpadelas o pátio e o trecho de terreno até o vilarejo para se juntar à trôpega coluna de trabalhadores na planície."

O conto "O Inominável" também tem muito do clima de suspense gótico, e nos traz à lembrança histórias antigas, causos contados por nossos avós sobre monstros e casas assombradas. Gostei.

Em "O Intruso", um conto curto porém danado de "terrífico", o pobre leitor, que sempre inicia a leitura com esperança que tudo acabe bem, terá uma surpresa... estarrecedora.



 E finalmente, "A sombra sobre Innsmouth" é bem mais longo, porém muito mais interessante. Aprofundando-se em um clima de suspense, o autor nos apresenta um jovem que, por puro acaso, conhece a cidade de Innsmouth, um lugar esquecido de Deus e que os habitantes das redondezas evitam visitar.

O rapaz, negligenciando os conselhos dos moradores da cidade próxima, resolve "explorar" a tal cidade para conhecer sua arquitetura antiga, mas fica temeroso ao conhecer os habitantes, um povo esquisito, com olhos salientes, pescoços cheios de pregas, andar balouçante, etc.
E lá, ele vive uma aventura bizarra, tendo de fugir no meio da noite. Mais não vou falar, para não tirar o gosto de quem vai ler a história.
Muito bom esse conto, apesar de que eu - se fosse o autor - mudaria um pouco o final, dando mais paz ao coração do pobre jovem.

Um livro arrepiante. Para os leitores que querem se iniciar na literatura fantástica de qualidade, Lovecraft não pode faltar em suas estantes!

PRESENTE Para o pessoal fissurado em Lovecraft:

'Dagon', conto de H. P. Lovecraft, narrado por J. B. Alves. Boas audições!